
Poema Passional.
Cala o silêncio que não se manifesta,
a dor que permeia aquele riso sem brilho.
O frio toca passeando no fundo do vazio.
Não há gritos de desespero nem de horror.
Apenas as pernas soltas.
Livres e presas no elo de nós dois.
Rompe a manhã oculta, luzes se apagam.
Sons circulam minha presença.
Ideais, idéias diversas caminham.
Seguem.
E nós seguimos com as horas,
companheira do sofrimento,
a trasnformar-nos em amantes.
Rascunhos na borda de um copo.
Espuma que some.
Gosto que fica, além do silêncio.
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 21h20
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