PROFESSOR, FELIZ DIA 15 DE OUTUBRO!!!
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Sublimidade.
Garimpávamos alegrias em alguma esquina do pecado/ redenção e nossos olhos mortais, deuses por necessidade, na famélica associação de corpo alma e desejo se encontravam. Nossas bocas, monstros de outras eras, engoliam prazeres, desejos e o sobrenatural de nossos corpos sob a nudez de nossas máscaras roçavam pêlos, tremiam músculos tensos de nossas loucuras. Mãos de trabalhadores braçais, calejadas de encanto, mãos de fadas e apaixonados se entrecortavam e dedos publicavam unhas, marcas na carne. Algum som impregnado de nosso suor, repetidamente tocava com o barulho de duas pedras de gelo a estalar no copo de uísque. Línguas sorviam detalhes, salivas misturadas colavam vontades adolescentes nas paredes e pés esticados provavam orgasmos sem fim. Gemíamos ora preso um ao outro, gemíamos fora. A tarde caía em lugares comuns enquanto acordávamos, vampiros sedentos para atos amorosos, inimagináveis em cumplicidade. Roucos, com a voz entregue aos gritos nos cadenciávamos a cochichar obscenidades e fotografávamos olhares ingênuos carregados de lirismo erótico. Abríamos janelas, brisa noturna, céu, convite de estrelas para o amor e sexos úmidos de aromas primaveris. Inventávamos nomes para as cores, bebíamos no copo, bebíamos lábios, arrotávamos delírios e bendizíamos a vida em cada lambida e depois, éramos como lobos a uivar para a lua. Em toda a madrugada sugávamos os rios de nossas ofertas. Mares segredos escorríamos, amantes. Exaustos recomeçávamos, no acordar de um novo dia e para o descanso merecido, fonte de nossas sensações vestíamos nossas asas e de mãos dadas seguíamos o nascer do sol tecer nosso romance angelical. Voávamos. Mera ficção é o sonho real que quero em meus dias. Não quero a paz dos santos, antes quero a luta dos guerreiros. E éramos... Felizes!
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 09h06
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“Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil."
*** "Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo-a tanto, que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida."
Escritor e Filósofo Argelino Albert Camus. 1913 - 1960
"Hay un tiempo para vivir y un tiempo para dar testimonio de vida. Hay también un tiempo para crear... Me basta vivir con todo mi cuerpo y dar testimonio con todo el corazón... dar testimonio y la obra de arte vendrá en seguida. Hay en esto una libertad."
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"Há um tempo para viver e um tempo para dar testemunho de vida. Há também um tempo para criar... Basta-me viver com todo meu corpo e dar testemunho com todo o coração... dar testemunho e a obra de arte virá em seguida. Há nisto uma liberdade. "
Citação de Albert Camus (tradução do Poeta e Músico Fernando Girão).




Escrito por Eliane Alcântara. às 09h08
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