O amor é uma caixinha de pequenas surpresas. O sonho adorna os enfeites, laços, bisquis, papel. A esperança tinge a paixão que vigora ou não pelas dobras de cada ato e a verdade inunda a vida daquele que sabe o que quer. A felicidade anda nua.
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correspondência.
sou letra ao destinatário coleção de sentimentos linhas afetivas a fim de ser notícia efusiva de um amor fogosos lençóis (folhas) a desdobrar beijos remetidos.
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desejo literário.
pretendo alcançar verso em tua estrofe e morrer poesia de tanto amar teu poema.
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costela.
criação do Criador divina mulher rastro de Eva fêmea.
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surreal.
a arte que tenho eu não (aPenas) penso, sinto.
tuas mãos a esculpir minhas curvas já existentes desenham em segredo a mais bela tela que Dali esqueceu de surrealizar.
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psicologia.
viaje meu sexo sem medo dos dentes Freud descobriu (?!) mulheres não mordem e eu afirmo : engolem.
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psicografia do hoje.
psicografado vai o meu eu. eu sou esta. pouso de deusa, farra de fêmea, e aquela (outra) é mentecapta cabeceira na cama sem pés. coma - fruta doce! morro de gozar o caule, desfruto a virgindade em flor, rastreio semente do vulto e vou................ hora assombração de um deus literário, vergonha nas mãos (nas tuas) hora verdade, digamos alucinação, sorrisos e risos mordidos. Hummm... quem fala e cala sou eu ... tre(tele)fonema de um cais em teus lençóis bebida que molha, molha, molha. olha, teus lábios desejam.......................... minha boca berra, bebe, cospe, alisaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa lambeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee e eu................................................................. foda de tua vertente escorro... ata-me tua ou vazo líquida em teu gozo borboleteado no casulo de meu desejo. hoje psicografo doida em tua sina a prostituir com gala a nuance de tuas vontades. seja meu rei... sou tua... dançarina(?) hoje psicografo.............................................. assinado.....????? !!!!!!!!!! sim. a Louca. a tua! suja. limpa. poeta... mulher... ElianE AlcântarA.
Escrito por Eliane Alcântara. às 18h26
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Pelo atraso... Dois poeminhas. Beijos e beijos!
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láurea
noutra canção pendi um riso vinho provei em teus lábios dedos tocaram silêncios gemidos floriram desejos pernas abriram venezianas amanheci orvalho ... coroa para teu sexo.
Eliane Alcântara.
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Asas Maiores.
Se eu me vestir de branco e alcançar a nudez de uma puta serei a santa donzela, mãe, amante com estilo, irmã e filha, esposa nos braços do homem de negro a abrir minhas pálpebras para algo despercebido aos meus olhos noturnados de silêncio. Se eu ousar me vestir de vermelho serei a alvura santificada nas esquinas do corpo vadio de um macho sinalizando caras e bocas a menina que passa e por si ninfeta se basta, cópia nas cenas culturais: Lolitas, Lauras, Virginias, Anitas e tantas quantas. Se eu não me vestir e subir o morro, corpo pintado, samba nos pés e madrugadas, dias claros com um sorriso na face, serei a que cumpriu a criação de um dia entre confetes e serpentinas no riso do feto manhã que se desenrola feliz, virgem sem cabaço. Se eu ficar ali, olhando a lua no poetar assexuado das estrelas com pensamentos em strip-tease mancomunados pelo cio do tempo serei a Joana louca de um interior domada pelo lirismo das montanhas, sonho em traje de festa, fogueira nos pés, vento/fúria na carne. Se eu lavar, passar, cozinhar, amamentar e trepar com regularidade, serei esposa, sorridente ou triste, mãe, mulher de fibra não diferente da puta, da santa, da ninfeta, da passista, da poeta... Se eu vestir o firmamento não hei de alcançar o tal céu... Ultrapassarei! Serei mulher, antes, quando, como e depois nas linhas da vida a exaltar a feminilidade, cria da natureza, fêmea pelo dom de parir beleza. Tenho as cores do mundo na ponta da língua, lambo a ferida, cicatrizo polêmicas, gero outras e danço o real e o imaginário efetivando a doida, a santa, a prostituta, a virgem, a dama, jogo de espelhos: MULHER!
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 06h33
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