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Ocupe meu corpo
E abrigo
Tua tempestade.
Eliane Alcântara.
***
Ok. Recebi essa corrente do J.Ventura que usa o perfume “Cuba” não deixando escapar o sentido de protesto ao Capitalismo e confirmando através da fragrância o espírito guerreiro na busca do correto em combate as diferenças. (Sei lá se é isso que quis passar o J.Ventura, mas adoro dar meus palpites). rs*
Quantos perfumes você tem?
Alguns.
Usa todos?
Não. Sou alérgica.
Uso pouquíssimas vezes.
Sou adepta ao cheirinho natural.
Doce ou cítrico?
Doces ou travessuras?!
Hummm.... Posso optar?
Brincadeira...
Doces e cítricos, mas prefiro os amadeirados.
Masculino ou feminino?
Os perfumes masculinos são os melhores; em minha humilde opinião.
Quais foram os dois últimos que você comprou?
Insensatez e Malbec. (Masculinos).
Cinco pessoas cheirosinhas pra passar essa missão.
E já que dizem que a curiosidade mata... Vamos lá: Passo para o Adalberto dos Santos (para descobrir porque ele é sempre tão sério), para o Destro (qual perfume usam os loucos legais?!), Gildemar Pontes (perfume de Poeta... eita curiosidade!!!), para o Linaldo (para que ele tenha o trabalho de olhar o nome do perfume dele), para a Loba (mineirinha que vem cativando por sua transparência).
Beijos e ótimos xêros para todos nesse delicioso final de semana. Uau!!! Hoje é sexta-feira : )
Escrito por Eliane Alcântara. às 15h22
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Ele veio ou virá?
Às vezes ele chega. Às vezes ele nunca virá. Mas o amor tem suas ilusões e vem vestido de cores. Momentos que pensamos que o mundo nos pertence. Que as asas que possuem os anjos não são ilusórias. De repente ele bate na porta e estamos feios, as mulheres sem pintura, os homens por se barbearem. E vem com flores nas mãos, sorriso nos olhos, bombons nos braços, jornais e cd's caindo, vinho... Vem cheio de promessas, um perigo, um passo e o abismo. O amor tem o sexo que desejamos, a cor que amamos e parece conhecer a linguagem oculta do coração. Ao mesmo tempo em que é forte parece um menino, uma criança abandonada pedindo colo. E nós que nem nos sabemos capazes, abrimos os braços, agarramos com vontade esse 'frágil' ser, capaz de nos conceder os céus, assim como se a realidade fosse o Olimpo. Mas um dia o amor acorda e sai sem avisar. Vai para longe levando com ele o que nos importava. Deixa-nos com sentimentos vagos, confusos. E atordoados reviramos os bares esperando uma utopia que gere o que o amor levou. Por sermos seres imbuídos de tal sentir, nos desesperamos, imploramos uma notícia, queremos saber se ele está bem, se tem se cuidado, se tem assistido aos seus programas favoritos e se tem lido seus livros e viajado em suas leituras. Queremos negar que ele faz falta, porém o olhar para o lado e ver o vazio dentro condena nossos olhos a criarem o mar do adeus. Nos misturamos com o líquido do copo, nos desgastamos em lamúrias e envelhecemos pensando que é o fim de uma vida sem razão. O que antes era motivo de alegria tem um timbre de dor. E nada mais importa que a saudade daquele cheiro, daquele jeito de olhar atravessado que só ele possuía. Daquelas mãos suaves que afagavam nossos cabelos, daqueles risos de moleque que faziam arte desenhando um mundo de fantasias em nosso corpo. A boca amarga, o corpo parece carregar o mundo, nos anulamos no caminho, erramos os passos, nos transformamos em poetas de sonhos alheios esculpindo os nossos para dar vida a quem acredita. Passamos de simples humanos para o patamar dos deuses, somos a força que outros querem, a coragem que outros buscam. E aqui, bem aqui no meio do peito, nos refazemos acreditando que o amor ainda não veio. Que ele virá, mas que ainda não veio... E choramos nossas mazelas na solidão, nos vestimos de animais noturnos... Por isso somos feras alimentadas de silêncio. Possuímos a lua, fazemos amor com o vento, temos o cheiro do pecado, mas não pecamos, somos criaturas nas quais a garra plantou sua crença. Levantamos, saímos sem direção a procura de um rumo e no momento em que a desistência se faz marca de um choro a Poesia nos recolhe da lama e o amor sorri, faceiro. E lá vamos nós, ingênuos senhores da sabedoria, mais uma vez enxergarmos fadas e duendes, comprarmos outros cd’s... Agora é o amor e esse tem outro gosto musical.... Na verdade estamos sempre entre o desejo e a busca, nascemos seduzidos pela esperança, pela longa espera de que ao falarmos amo você, ele ouça: ame-me, não sou além da força que demonstro, nada mais que uma estrela, vazia de amor. Deixe que o amor nos ensine a compreender que é preciso semear para que as flores nos ensinem o valor da semente. Tão simples, mas ele escuta outro amor, nós nos iludimos com outro. E, por esperarmos o que nos ensinaram, padecemos de galho em galho, caçando o amor que existe em nós no outro. Aquele que já veio, mas que não soubemos enxergar, devido ao valor que damos, ao invólucro de nossos medos.
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 12h04
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Trocas essenciais.
A vida nos dá ilusões
Para que possamos transformá-las.
E neste caminho de sonhos,
Cabe aquele que voa
Conhecer o momento do pouso.
Ah! Manhã de cantos,
Caule de meus desejos,
Raio de sol em plena constância,
Aqueça meus lábios com tua doçura,
Entra em meu domínio, desconserta-me,
Torna intensa minha vaga Paz.
O tempo é canino ladrando
Por entre os galhos dos minutos
E minha voz é à noite sorrindo
Aos prazeres que teus descortinam
Os segredos do vento em meus cabelos.
Sereno profeta de meu corpo,
Celebrai os júbilos de nossas doações,
Vertigens que tão bem deciframos
Nas desordens a que nos quedamos,
No silêncio com que se recolhem as asas
Quando é chegada a hora de amar em realidade.
Dá-me teu delírio, amor.
Dou-te meu cauto pousar.
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 11h09
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