
Libertação de um poema a dois.
Minha boca aberta a teus pés rompeu os grilhões dos sonhos e minha fantasia se encontrou
mulher em teu corpo. Teus dedos a percorrer minha face minaram o bailado das mariposas e meus olhos amarraram teu tórax em meu pulsar leviano de desejo. Galguei os mais altos montes e de estrelas coroei teu sexo ávido de alguns cometas a irradiar nossas criações, invenções que tracei em tua carne, coluna de minhas loucuras. Arrebentei o universo em explosão contígua, minei prazer em tuas mãos enquanto bebia do meu suor a última gota de um mar que se abriria aos teus rompantes de deus sedento. Destinei ao vento meus suspiros e cravei em tuas esperanças raízes de um céu em que povoou minha feminilidade com o teu espetáculo de astro-rei. E livre, na cama de tuas conjugações, saciei meus mistérios, sem questionamentos, apenas tranças de nós dois _ nus.
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 16h28
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