
Pecar.
Mais uma vez estou a beber
Da perdição em sua boca receptiva
Aos meus apelos.
Que sina carrego
Nessa invicta loucura
De amar sem notar que me desfaço?
Perco noções, confundo palavras,
Escada a baixo conto degraus
Que subo sem movimento.
Beijo sem pudor
Seus dedos correndo em meus lábios,
A insinuar mais desejo.
Provoco sua pele
Com carinhos leves
Em ondas furiosas.
Traço uma meta
Onde não existem horizontes,
Busco.
Experimento da vida,
Saboreio do tempo,
Peco para viver...
Eliane Alcântara.
Escrito por Eliane Alcântara. às 19h56
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